16 de julho de 2008
Migramos temporariamente para o site www.elouniversitario.wordpress.com
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8 de abril de 2008
Estabelecendo o ELO para alcançar os estudantes PERDIDOS
O Movimento Estudantil Alfa e Ômega é um ministério que trabalha com evangelismo, discipulado, treinamento e desenvolvimento de liderança cristã dentro das Universidades. O ELO UNIVERSITÁRIO é o braço desse Movimento que alcança as cidades onde não há uma equipe missionária.Os missionários do ELO UNIVERSITÁRIO estão conectados a estudantes de várias faculdades do país, fornecendo toda a estrutura necessária para o início e desenvolvimento de Movimentos Espirituais em seus “campi”. Através de telefonemas, e-mails e visitas regulares às cidades, a equipe do ELO UNIVERSITÁRIO acompanha, discipula, treina e capacita os universitários a liderarem o ministério em suas próprias universidades.
Atualmente, o ELO UNIVERSITÁRIO Norte/Nordeste alcança 9 cidades - Palmas, Belém, Imperatriz, São Luis, Natal, Teresina, Recife,Maceió e Salvador. Sabemos que ainda é pouco, mas, estamos orando e trabalhando para que possamos chegar a mais lugares nos próximos anos. Nosso desejo, oração e visão é ver o nome de Jesus voltando a ser um dos principais temas de debates nos corredores universitários, permitindo assim que cada estudante ouça claramente sobre como pode ter um relacionamento pessoal com Deus, através de Jesus Cristo.
Cremos que um dia, não muito distante, veremos Movimentos Espirituais em todas as Universidades brasileiras e que, para glória de Deus, muitos estudantes encontrarão a verdadeira vida, plena e eterna, em Jesus Cristo.Crendo nisso, una-se a nós nessa grande visão e faça uma diferença eterna na vida de milhares de universitários brasileiros:
1 - Orando - Por nossa equipe de missionários / Pelos estudantes envolvidos e pelos que ouvirão / Pelos recursos financeiros / Pelas viagens / Pelos Projetos Missionários / Para que Deus “envie mais trabalhadores para a Sua seara...” Mt 9. 38
2 - Investindo - Sendo um mantenedor mensal dos missionários / Cobrindo gastos com viagens ministeriais / Patrocinando Congressos e Projetos Missionários / Adquirindo materiais evangelísticos - O ministério ELO é totalmente mantido por ofertas de cristãos que compraram a visão e entenderam que os universitários, futuros líderes do nosso país, “estão aflitos e desamparados, como ovelhas sem pastor...” Mt. 9.36
3 - Indo - Oferecendo seus dons, talentos e tempo - Viajando por alguns dias com nossa equipe / Palestrando / Compartilhando sua fé em Cristo em eventos na Universidade / Participando de Projetos Missionários para implantação de Movimentos Espirituais.4 - Divulgando - Passando essa visão adiante / Compartilhando o que está acontecendo em nossas Universidades e como podemos lacançá-las.
“Agora completem a obra, para que a forte disposição de realizá-la seja igualada pelo zelo em concluí-la,de acordo com os bens que vocês possuem” 2 Co. 8.10“Converti-me através do Alfa e Ômega! Lendo um folheto de 4 leis que me deram em um evangelismo na Universidade Federal do Pará.”
Ariel Gama - Engenheiro Civil e Pesquisador
“Desde que entrei na UFPE, nunca ouvi ninguém falar sobre Deus aqui... a não ser os professores... e para dizer que Ele não existe”
Fernando - Estudante de Biomedicina - UFPE
1 de abril de 2008
“Relacionamentos com não-cristãos, qual o limite?” - Segunda Parte
E quanto ao namoro? Se uma amizade pode influenciar tanto a sua vida, imagine algo que vai um pouco mais além.Viver em santidade em um namoro com outros cristãos, que por conhecerem a Deus seguem os mesmos padrões que seguimos e são direcionados pelos mesmos princípios que nos direcionam, já é algo difícil. Imagine, então, o que é viver em santidade em um relacionamento com alguém que não conhece a Deus e tem princípios e padrões muito diferentes dos nossos.
No começo, pode até parecer que “tudo está perfeito”. O romance está apenas iniciando, vocês ainda não têm intimidade física e emocional suficientes para o perigo, ele(a) quer agradar você e irá concordar com todos os limites que você impor.
Mas, com o tempo e maior intimidade, o perigo vem à superfície. Seu namorado(a) não irá mais ver tantos motivos para reter a as mãos durante um abraço, nem para não te abraçar com segundas intenções. Nessa fase, você já estará apaixonado(a) e todas as justificativas que ele usar para te convencer a avançar nos limites soarão razoáveis, porque, afinal, você confia nele(a).
Algo que temos esquecido como cristãos, em nossos dias é que “O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como um leão que ruge procurando alguém para DEVORAR” 1 Pe 5.8, e nosso adversário não irá pensar duas vezes diante de uma possibilidade de nos empurrar em um abismo. Ele quer nos destruir e, quanto mais próximos da beira do abismo andarmos, menos trabalho ele terá para concretizar esse desejo.
Quanto mais confiante você estiver para começar um namoro com um descrente, mais probabilidade terá de cair em algum momento. Não se pode confiar apenas na segurança emocional quando tratamos com áreas tão frágeis como nossos sentimentos. Uma vez apaixonado(a) e crendo que a pessoa ama você com todas as forças, você fará TUDO o que for necessário para não perder a pessoa, ou seja, chegará a beira do abismo.
A Bíblia nos orienta sobre uma questão muito importante a cerca dessa relação estreita entre nossos sentimentos e todas as outras áreas de nossa vida: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” Pv 4.23. Ela nos dá uma instrução clara para nossa proteção emocional: GUARDAR NOSSO CORAÇÃO. Algumas versões traduzem a segunda parte desse versículo com as palavras: "porque dele depende toda a sua vida". Como é imprudente aquele que se atira as paixões, sem calcular o preço que está disposto a pagar pelo relacionamento.
O namoro é um relacionamento muito mais íntimo e profundo do que uma amizade e, como tal, requer uma entrega total do nosso coração, desde seu início, ou nunca será completo. Fico triste em saber que muitos cristãos estão entregando seus corações, irresponsavelmente, sem reservas, em relacionamentos não seguros com pessoas descrentes.
Uma vez dominado pela paixão, seu coração poderá provocar mudanças em todas as áreas de sua vida, inclusive a área espiritual. Se a pessoa que exerce influencia sobre seus sentimentos não for cristã e não tiver princípios de vida cristãos, posso dizer que você estará em sérios apuros, pois até o seu relacionamento com Deus poderá ser colocado em xeque pelo seu namorado(a) a qualquer momento.
Essas palavras podem soar como exagero, mas são inúmeros os casos desastrosos de corações despedaçados por relacionamentos irresponsáveis dentro do corpo de Cristo, principalmente envolvendo descrentes. São inúmeros os casos de pessoas que se afastaram de Deus por crerem que poderiam atrair alguém para Ele através de um namoro e entregarem-se sem reservas. São inúmeros os casos de jovens cristãos que, hoje, estão sem nenhuma esperança de casar algum dia por causa de um relacionamento emocional ruim. São inúmeros os casos de jovens cristãos viciados em sexo como resultado de um namoro imprudente.
Ofereça seu coração de forma irresponsável a um relacionamento fora dos padrões cristãos, voc6e tem toda liberdade para fazer isso, uma vez que "todas as coisas nos são permitidas", mas, esteja preparado(a) para lidar com todas as conseqüências que ele poderá trazer para sua vida. Esteja preparado(a), inclusive, para juntar os cacos de uma vida estraçalhada ao final desse relacionamento, sem culpar a Deus pelo que aconteceu.
“Relacionamentos com não-cristãos, qual o limite?” - Primeira Parte
“Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto, que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Ou que união, do crente com o incrédulo?” 2 Co 6.14-15Esse texto refere-se a metáfora de bois e cavalos que têm de andar uma grande distância juntos, expostos as mesmas regras, carregando o mesmo fardo, porque estão PRESOS na mesma canga. A idéia é que esses dois animais, por serem diferentes em muitos aspectos, estão compartilhando PESOS e PRESSÕES desiguais.
Jugo desigual com os incrédulos, para Calvino, era nada menos que “manter comunhão com as obras infrutíferas das trevas e estender-lhes a destra de companhia”.
Isto NÃO quer dizer que os cristãos não podem manter vínculos de amizade com descrentes. O próprio Jesus afirmou que veio para os doentes, para os pecadores, e andava cercado deles. Contudo, os crentes não devem ter comunhão com SUAS OBRAS, ou seja, deixar-se ser influenciado pelas trevas do mundo (Efésios 5.11) e nem se colocar em jugo desigual, vivendo o mesmo tipo de vida que seus amigos levam.
O que faz nosso jugo desigual com os incrédulos são os princípios cristãos, reformulados por Deus em nosso interior, que regem as nossas vidas. Somos direcionados por conceitos e orientações (não simplesmente leis) que nos protegem e nos levam a uma vida segura em todos os aspectos (emocional, físico e, sobretudo, espiritual). Os descrentes, em geral, são direcionados por princípios muito diferentes dos nossos, em todas essas áreas, e crêem que eles estão no rumo certo.
Quanto maior o nível de intimidade em um relacionamento de amizade, maior o número de princípios expostos ao perigo. São os nossos amigos mais próximos os responsáveis pelas transformações no nosso comportamento depois dos 12 anos. É natural que absorvamos partes do comportamento de outras pessoas com as quais convivemos o tempo inteiro:
A – Absorvemos as gírias, o jeito de falar, de gesticular e até de agredir com palavras.
B – Absorvemos o jeito de vestir e de se pentear.
C – Absorvemos as ambições e os desejos de “status”.
D – Absorvemos, inclusive, sonhos e objetivos dessa vida (mudando nossos objetivos eternos por temporais e imediatos).
Somos influenciados na mesma proporção em que pensamos estar influenciando.
Alguns de nossos amigos descrentes são moralmente intocáveis, possuem conduta exemplar, são boas pessoas, “agem como cristãos”, aparentemente confiáveis. Por possuírem essas características, eles podem nos influenciar mais do que os tipicamente “mundanos”. Pois, o tempo inteiro, tentam nos convencer de que homossexualismo é uma escolha legítima de vida, que talvez não saibamos a verdade sobre Deus, que Jesus Cristo foi apenas um grande mestre, que Deus é tão bom que todos ganharão a vida eterna, inclusive os macumbeiros e que não precisamos perder nosso tempo compartilhando nossa fé com outros.
Parando para avaliar o quanto fomos influenciados no ÚLTIMO ano:
A – Que gírias novas você começou a usar?
B – Que roupas novas você comprou por ver seus amigos usando iguais?
C – Quantos lugares você quis ir porque a “galera” estaria lá?
D – Quantas festas você quis participar porque todo mundo estava sendo convidado ou planejando ir junto?
E – Quantas vezes você desejou que seus pais tivessem um carro diferente, ou um emprego diferente ou uma casa diferente?
F – Quantas vezes você sentiu vergonha por dizer que não teria como pagar por algo que seus amigos queriam fazer juntos?
Parando para avaliar o quanto você influenciou seus amigos no ÚLTIMO ano:
A – Quantos amigos começaram a ler a Bíblia por perceberem a importância que ela tem na sua vida?
B – Quantos amigos começaram a falar com Deus (orar) por ver o quanto isso faz diferença na sua vida?
C – Quantos amigos vieram te procurar em momentos difíceis por saber que você é cristão e que sempre tem uma palavra de incentivo e encorajamento?
D – Quantas vezes seus amigos pediram que você orasse por eles?
E – Quantos amigos perguntaram como poderiam ter um relacionamento pessoal com Deus, assim como você tem?
Depois de avaliar esses pontos, o que vocês podem dizer sobre o nível de influência presente nas amizades de vocês? Quem está influenciando mais quem afinal?
“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que antes não éreis povo, mas, agora,sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia.” 2 Pe 2.9-10
Quando esquecemos quem somos e quem já fomos, tornamo-nos facilmente influenciados. Nós somos NAÇÃO SANTA, RAÇA ELEITA, POVO DE PROPRIEDADE EXCLUSIVA DE DEUS, com um chamado específico de PROCLAMAR AS VIRTUDES DAQUELE QUE NOS CHAMOU. E ainda assim, queremos nos igualar aos que não conhecem a Deus, que são guiados pelo príncipe desse século, pelas leis que regem o complexo compulsivo do mundo.
Em resumo, não é pecado relacionar-se com descrentes, pelo contrário é seguir o exemplo supremo de Cristo de chamar pecadores ao arrependimento. Mas, devemos ter muita cautela à medida que nos aprofundamos nesses relacionamentos e, principalmente, quando percebermos que existem outras motivações além de “buscar e salvar o perdido”, porque nossas barreiras, naturalmente, diminuem nos expondo a todo tipo de influência que a pessoa pode exercer sobre nossas vidas. Assim, poderemos acabar sendo mais influenciados do que influenciando eles.
26 de março de 2008
2008 - No caminho para Movimentos Espirituais em todas as partes!
2008 ainda está no começo... mas, já temos muitas espectativas sobre o que poderá acontecer até o final desse ano!Em janeiro, tivemos um Projeto Missionário em Recife. Voltamos à UFPE, pela terceira vez, para ajudar a firmar o Movimento Espiritual que foi iniciado em 2006 e 2007. Quase 100 estudantes, de várias partes do Brasil, estiveram presentes nesse evento - incluindo Belém, Porto Alegre e Fortaleza. Foram dias repletos de oração, treinamento, evangelismo e discipulado; muitas vidas foram eternamente impactadas durante essas quatro semanas de atividades intensas.
Também, em janeiro, uma equipe de 12 obreiros e estudantes esteve trabalhando incansavelmente em São Paulo. Eles participaram do primeiro Projeto de Materiais desenvolvido pela CEPC no Brasil. Durante 4 semanas, eles traduziram, revisaram, corrigiram e desenvolveram muitos artigos, estudos bíblicos e outros materiais que usaremos como ferramentas de evangelismo e discipulado. Além de atualizar o site oficial do Movimento Estudantil Alfa e Ômega - http://www.alfaeomega.org.br/
Em Fortaleza, as aulas recomeçaram em todas as Universidades e a equipe de obreiros já está de volta à cidade e ao ministério, depois de um mês de férias (onde pudemos rever familiares, descansar e até casar - como foi o nosso caso).
Cremos que esse será mais um ano inesquecível, pelo que o Senhor fará em nossas vidas e através delas. É muito bom poder contar com vocês e saber que Deus os convidou para andar conosco nesse chamado que Ele nos fez. Muito obrigado!
Um Pedido Especial de Oração
Pela equipe que trabalha em nosso Escritório Central em São Paulo. Semana passada, nossa sede mudou para um lugar maior e com uma melhor estrutura para atender nossas necessidades.Acontece que, dois dias após a mudança, fomos roubados e levaram todo o nosso equipamento (12 computadores, impressoras, máquinas de xérox, fax, etc) e o nosso servidor (que contém TODOS os dados dos missionários brasileiros da Cruzada Estudantil). Cremos que Deus continua no controle dessa situação e temos louvado o Seu nome por não termos sofrido perdas pessoais, apenas materiais. Por favor, ore conosco para que nenhum dos dados roubados (principalmente referentes as nossas famílias e residências) seja usado contra nossa equipe de missio-nários. Orem também pelo ajuste rápido da equipe de São Paulo - eles fornecem todo o apoio logístico para o Ministério no Brasil - e para que Deus continue provendo tudo o que for necessário para que o trabalho continue sendo desenvolvido.
Casamento, sonhos novos!
Pois é, o casamento chegou! Foram meses de oração, preparativos, muita correria e um pouco de ansiedade, até Deus nos surpreender com uma cerimônia linda de união das nossas vidas perante Ele.Estamos casados desde 24 de fevereiro e esse já tem sido um tempo fantástico de descobertas sobre como nossas vidas, sonhos e planos para o futuro tornam-se maiores e melhores quando são compartilhados por dois.
Somos gratos a Deus por tudo, principalmente, por Ele ter nos salvo, nos chamado, nos unido e nos dado sonhos e planos em comum para os dias que viveremos aqui.
14 de dezembro de 2007
De um estudante da UFPA, que participa do Ministério em Belém...
"Recentemente tivemos um testemunho muito lindo de uma moça daqui que participou do retiro conosco. Ela é secundarista, estará prestando vestibular pra medicina, e disse que o maior sonho, e a sua maior prioridade, era se tornar médica. Sempre orava a Deus para que Ele lhe desse a oportunidade de entrar pra universidade. Ser estudante universitária era um fim em si. Participando do retiro e vendo vários estudantes unidos e comprometidos com a causa de Cristo a comoveu muito.Estando de volta na casa dela, disse que Deus fez uma grande obra em vida que mudou a sua maneira de ver as coisas. Ela disse que um dia se surpreendeu fazendo uma oração diferente das que costumava fazer. A prioridade dela era passar no vestibular, e era isso que ela pedia, mas agora estava pedindo que pudesse ser um canal de bênçãos dentro do Campus para alcançar vidas com a mensagem do evangelho.
Bem, a aprovação no vestibular ainda não é realidade, mas é lindo ver Deus mudando nossas prioridades. De estudantes egocêntricos para estudantes cristocentricos, assim como Ele mudou as prioridades da Mel e as minhas. Eu também tinha muitos sonhos, e nenhum deles comprometidos com a grande comissão.
Uma coisa que Deus tem me ensinado nesses últimos meses é a depender mais dEle. Todos nós sabemos que precisamos colocá-lo no centro de tudo. Deixar que Ele assuma o controle de nossas vidas e de nosso serviço a Ele. Mas é incrível como, na prática, isso é difícil.
Eu tive um crescimento espiritual muito grande no ano passado. E posso falar que meu compromisso com Deus está mais forte. Isso é fruto, em parte, de ter conhecido pessoas tão comprometidas com Ele. Foi Deus quem colocou vocês no meu caminho, para que por meio de vocês eu pudesse crescer. E ainda estou crescendo.
Esse ano nosso foco será alcançar os perdidos. Deus tem colocado isso em nossos corações. Do que adianta eu passar 5 anos na universidade se eu não ganhar e edificar pelo menos uma vida para Ele. Tenho feito minhas as palavras de Raphael (estudante da UFF, que participou de um Projeto missionário em Recife, no começo de 2007), e agora sei, como nunca, que dependo de Cristo para isso. E sei que nesse propósito a oração é muito importante.
Tenho que ser sincero com você. A oração não é o nosso ponto forte. E menos ainda no que toca a salvação de almas. Temos pedido orientação em nossas atividade, criatividade, unidade, e nossas orações sempre estão alocadas no tempo e no espaço. Mas no que tange a salvação de almas dependemos, e precisamos saber disso, exclusivamente do Espírito Santo: “Simplesmente cumprir a Grande Comissão em nossa geração...” “... tomando a iniciativa de compartilhas a Cristo no poder do Espírito Santo, deixando os resultados com Deus”.
7 de dezembro de 2007
O Jovem Rico - Uma história tão atual que nos constrage.
Passei algum tempo, recentemente, pensando nessa história descrita em Mateus 19.16-30. Sabendo que milhares de pessoas, de todas as classes sociais, encontraram-se com Jesus e que, muitas delas, ouviram ensinamentos que transformaram suas vidas, tentei entender o porquê de Marcos e Mateus terem escolhido esse rápido diálogo entre Jesus e um “jovem rico” para ser citado nos Evangelhos que escreviam. Já Li tantas vezes esse texto que, às vezes, penso tratar-se de mais uma das parábolas narradas por Jesus. No entanto, sei que esse rapaz era uma pessoa real e que era dono de muitas propriedades, ou seja, um rico dentro do contexto rural de Israel (vs.22). Podendo-se deduzir ainda que, pela posição social que sua família deveria ocupar naquela região, era uma pessoa conhecida por Jesus e pelos discípulos.
Ao abordar Jesus, sua pergunta foi tão simples e direta quanto a que muitas pessoas, ao redor do mundo, continuam a fazer até hoje: “Que farei eu de bom, para alcançar a vida eterna?”. Esse tipo de interpelação revela a sua crença sobre a importância das obras para a salvação de nossas almas. Talvez o rapaz esperasse ouvir algumas direções claras como: ajude mais aos necessitados, aumente suas ofertas para o templo, construa um altar em uma de suas propriedades etc. Entretanto, nada de novo lhe é anunciado por Jesus, que apenas enfantiza o básico, dizendo “guarde os mandamentos”.
Parafraseando e contextualizando a replica do jovem ao ouvir isso, seria como um “Bom, isso eu já faço. Mas, creio que ainda não é o suficiente… preciso receber uma direção mais específica, que me falta ainda fazer para ganhar a vida eterna?”(vs.20). Assim, entramos no ponto, que considero o mais alto dessa conversa, quando Jesus inicia a frase dizendo “se queres ser perfeito”. A resposta a primeira pergunta já havia sido dada por Ele. Estava claro que a salvação não era pelas obras, mas, sim, pela graça de Deus. Nós nada podemos fazer para alcançá-la além de nos rendermos completamente a Ele e estarmos dispostos a serví-lO.
“Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me”. Pela reação do jovem rico, vemos que essa não era a resposta que ele pretendia ouvir. Note que Jesus não fala se queres ser “salvo”, Ele usa o termo “ser perfeito”, mais uma vez, desligando a realização de boas obras da conquista da vida eterna. Sendo quem é, Jesus conhecia as intenções no coração daquele rapaz e quis que ele soubesse o quanto suas motivações ainda estavam fora de Deus. A tarefa de renunciar a tudo o que possuia serviu para mostrar-lhe, claramente, que o amor que dedicava aos seus bens ultrapassava o que pretendia dedicar a Deus.
Ouvindo as palavras do Mestre, reconheceu sua incapacidade de rendição e perdeu todos os argumentos, retirando-se triste, provavelmente, por compreender a dura lição que Jesus acabara de lhe ensinar. Vender os bens e repartir o dinheiro com os pobres não era a questão principal, a sua disposição em abrir mão dos seus objetivos temporais para abraçar os eternos é que estava em jogo. Aquele jovem, como muitos cristãos modernos, estava tão preso ao seu sistema de valores, que afastou-se de Jesus mesmo ouvindo a promessa de que poderia obter um verdadeiro “tesouro no céu” . Abrir mão dos seus sonhos, posição social, segurança financeira, conforto e respeito na comunidade era um tópico que não estava aberto a negociação, tratava-se de um preço muito alto que ele não estava disposto a pagar.
Creio que uma das primeiras atitudes que temos ao ler esse texto é a de criticar esse rapaz pelo seu aparente apego aos bens materiais. Depois, com o passar do tempo e amadurecimento da nossa fé, passamos a sentir compaixão pela sua incapacidade de renunciar algo que considerava precioso para obedecer uma direção do próprio Jesus… Até que chega o momento em que entendemos que nós temos muito em comum com esse jovem! Agindo da mesma forma que ele, começamos a dizer não a todos os convites de Jesus que envolvam o sacrifíco de algo que amamos.
Como aquele jovem, muitos cristãos modernos têm procurado um conjunto de regras ou rituais que possam conduzí-los a vida eterna. Tentando, inutilmente, alcançar a salvação por seus próprios méritos, esforços e até por seu sistema de crenças, incluindo as “evangélicas”, esforçam-se em demonstrar para o mundo o quanto amam a Deus, à medida que afastam o próprio Cristo do centro de suas vidas.
Voltando ao texto, ao terminar a conversa sobre o jovem rico, Pedro perguntou a Jesus: “E quanto a nós, que tudo deixamos para te seguir, o que acontecerá?”… em outras palavras, “e quanto a nós, que nos rendemos totalmente, abrimos mão de tudo e fizemos o que esse rapaz não estava preparado para fazer. O que acontecerá conosco?” A reposta de Jesus a essa pergunta foi algo tão profundo e direto que não tenho mais nada para acrescentar: “… Todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá muitas vezes mais e herdará a vida eterna” (Mt 19.29)
É triste a realidade de que muitos cristãos têm dito não ao chamado de Jesus para abandonarem seus objetivos temporários e investirem suas vidas, dons e talentos em propósitos eternos ao Seu lado. Entretanto, louvo a Deus pelas centenas de vidas que aceitaram esse convite e deixaram uma marca profunda e eterna por onde passaram, permitindo que as boas novas da salvação em Cristo atravessassem dois mil anos de história e chegassem até nós. Homens e mulheres, que caminharam na contra-mão do jovem rico por entenderam o que realmente significa renunciar para render-se totalmente a Deus. Esses cristãos subiram ao patamar dos conhecidos “homens do qual o mundo não era digno” (Hb 11.38)… a promessa feita aos discípulos de que “todo aquele que tiver deixado…receberá cem vezes mais e herdará a vida eterna” continua viva e cumprindo-se fielmente em nossos dias.
Por isso, penso que não existe nenhuma forma melhor de concluir esse texto do que afirmando que nada nessa vida se compara ao estado espiritual de completa rendição a Deus. Nenhuma alegria gerada por uma realização pessoal, fortuna, viagem, descoberta ou feito histórico pode ser comparada a satisfação espiritual que é gerada quando nos encontramos completamente rendidos a Vontade de Deus, experimentando a Sua soberana atuação em e através de nossas vidas.
6 de dezembro de 2007
Se só um pouco de fermento leveda toda a massa... imagine, então, o impacto causado por centenas de vidas transformadas por Cristo!
Estava fazendo algumas pesquisas na internet sobre o que os Universitários pensam a respeito de Deus, cristianismo, fé e igrejas cristãs em nossos dias e deparei-me com um inusitado blog de um estudante (a essa altura, creio que deva estar formado) da Universidade Federal da Bahia.Ele relata no blog:
“Perguntinha:-Onde está a maior quantidade de seres estranhos por metro quadrado?
Respostinha:-Na Universidade.
Explico.
Agorinha mesmo passaram por aqui, duas figuras raras. Uma (que queria ser) loira e uma morena. Queriam dar uma “palavrinha” (aspas em negrito) comigo. Sabe aquele papo de Testemunha de Jeová que chega em sua casa nos momentos mais inoportunos? Pois é.
Elas queriam conversar a respeito de um tal “Movimento Estudantil Alfa e Ômega”. Graças a Jah Rastafari, eu já estava vacinado e já sabia do que se tratava porque senão, devido à minha curiosidade, eu teria que ouvir horas de evangelização pra saber o que era aquilo.
Em resumo... Criada nos EUA (longos tentáculos imperialistas), ela pretende congregar, no seio do M.E., aqueles jovens (no caso das duas figuras, elas já foram jovens num passado remoto) que professam a fé cristã. Tudo bem. É válido. Mas eu não tenho saco.
A primeira coisa que passou pela minha cabeça quando ela perguntou se poderia falar sobre o tal do “M.E. Alfa e Ômega” foi desancar a falar sobre o materalismo, desconstruindo qualquer tipo de idealismo. Mas deixei pra lá. Eu discuto ciência. Fé não.
As figuras (provavelmente cariocas, pelo sotaque) viram que eu não estava muito a fim (apesar da máscara de bom moço educado) e se foram.
Agora, só falta imaginar na próxima eleição ou manifestação estudantil, a militância do Alfa e Ômega fazendo panfletagem com a bíblia embaixo do braço e lançando chapa em culto em praça pública.
Como dizem, o movimento estudantil é plural. Pluralíssimo.”
Esse trecho do blog data de 16 de janeiro de 2004… ocasião em que estivemos em Salvador, pela primeira vez, realizando um Projeto Missionário de 4 semanas na UFBA.
Com a curiosidade aflorada por essa leitura, continuei vasculhando seus escritos (ler, para mim, nunca foi um grande desafio) e encontrei algo que ele postou 13 dias após esse encontro com as jovens do Movimento Alfa e Ômega:
“Atravessando a rua, passo a mão pelos cabelos molhados. Lá vem um carro. E se eu fosse atropelado? Seria melhor, porque a dor física superaria a dor que sinto dentro de minha alma (?) agora. Prefiro a costela fraturada ao coração em frangalhos… Sozinho na multidão, desconhecia o propósito, o objetivo, o desiderato, a razão, a causa…”
Fiquei pensando sobre como esse rapaz é um belo exemplo da nossa realidade universitária… cercados pela ciência, eles recusam-se a debater sobre fé. Cercados pela dor, eles assumem que algo dentro deles é mais frágil do que pensam e até questionam-se sobre a existência de uma alma.
Talvez uma leitura isolada da postagem do dia 16 torne-se um espinho desmotivador para nós que, diariamente, teimamos em abordar pessoas em nossas Faculdades para falar-lhes de algo que, aparentemente, não lhes interessa nem um pouco. Entretanto, analisando cuidadosamente o segundo texto, vemos como esses universitários são por dentro, iguais a qualquer outro ser humano: cheios de dúvidas, de medos, de incertezas, especialmente sobre sua vida espiritual.
Diariamente e de forma contínua, eles ouvem sobre a inexistência de um Deus e sobre a ineficácia da fé cristã. Suas convicções são colocadas em “xeque” dentro do campo intelectual, onde qualquer manifestação de espiritualiade é observada com desprezo. Esses 4 milhões de jovens, espalhados em milhares de campi ao redor do nosso país, também precisam ouvir várias vezes, e de fontes confiáveis, acerca do amor e do perdão de Deus para que, então, possam experimentá-los em suas vidas.
Não sei como está a vida daquele rapaz hoje, mas sei que em um dia da sua história, Deus enviou duas cariocas, que O amam e que dedicaram suas férias para serví-lO em uma outra cidade, para falar-lhe a respeito da salvação em Jesus Cristo. Provavelmente, por não conhecer o suficiente sobre aquelas jovens (nem sobre o Movimento Alfa e Ômega) para dar-lhes algum crédito, ele recusou-se a ouví-las, mesmo tendo um emaranhado de perguntas sem respostas a respetio de sua vida espiritual arraigadas ao seu coração.
Como somos seres humanos, temos direito a escolhas… e, por motivos pessoais, ele escolheu não ouvir. Entretanto, entendo que o impacto do encontro com essas duas cristãs, dispostas a testemunhar sobre sua fé em pleno campus Universitário, foi marcante para sua vida. Tanto que mereceu uma citação especial em seu blog. Entendo também que esse encontro levou-o a pensar em Deus, nem que só por um breve momento.
Precisamos URGENTEMENTE de Movimentos Espirituais em todas as partes, para que cada universitário POSSA TER a oportunidade de conhecer BEM alguém que verdadeiramente segue a Cristo.
29 de setembro de 2007
Qual o destino da sua oferta mensal para o nosso ministério?
Privilégio porque, “a parte de quem ficou com a bagagem será a mesma de quem foi à batalha. Todos receberão partes iguais” (1 Sm 30.24), ou seja, você é parte de absolutamente tudo o que está acontecendo nas Universidades através desse Ministério que estão ajudando a sustentar... parte de cada vida transformada por Cristo através desse trabalho; e responsabilidade porque, “agora completem a obra, para que a forte disposição de realizá-la seja igualada pelo zelo em concluí-la, de acordo com os bens que vocês possuem” (2 Co 8.10).
Parte da sua oferta mensal supre minhas necessidades básicas (como comer, beber e vestir); permite que eu me locomova pela cidade (preciso pegar um ou dois ônibus, diariamente, para chegar às Universidades) e pague contas necessárias (como aluguel, luz, água e telefone em Fortaleza).
Sua oferta supre muitas outras necessidades além dessas! Parte dela é utilizada para a compra de toda espécie de materiais evangelísticos, de discipulado e equipamentos necessários para o Ministério, desde cada folha de papel ou caneta que usamos para preencher uma ficha de decisão até Novos Testamentos, Bíblias e outros livros que doamos para Novos Convertidos.
10% de todas as suas ofertas são encaminhadas diretamente para o Fundo de Cristianização Nacional (FCN), os recursos nesse fundo cobrem as despesas com os gastos administrativos e permitem o funcionamento da nossa Sede Nacional em São Paulo e dos escritórios de diferentes Ministérios da Cruzada Estudantil (como Projeto Filme Jesus, Prioridade Associados, CARE, Alfa e Ômega, etc.) em várias partes do Brasil.
Para onde mais vai a sua oferta? Uma parte dela também é utilizada para ajudar estudantes a participarem de Congressos e de Projetos Missionários no Brasil e em outros países, permitindo que eles cresçam em seu relacionamento com Deus e ganhem mais visão sobre investimentos eternos.
Rigorosamente, tudo o que realizamos só é possível porque vocês e outros tantos irmãos têm investido fielmente na minha vida e também na vida de outros missionários.
Por fazer parte de uma equipe local de missionários, posso dizer que sua oferta permite que universitários de 21 campi em Fortaleza tenham a oportunidade de ouvir sobre Jesus. E, como a nossa equipe é responsável por toda a região Norte e Nordeste, posso testemunhar que sua oferta tem permitido que o Evangelho de Cristo chegue às Universidades em Recife, Maceió, Natal, São Luiz, Palmas, Belém, Macapá, etc.
Em 2006, mais de 10 mil estudantes brasileiros ouviram o Evangelho de Cristo através do Movimento Estudantil Alfa e Ômega. Embora sejamos limitados para saber o número exato de novos convertidos nas diversas Faculdade de todo o Brasil, estamos certo de que são centenas. Assim como são centenas os universitários que estão envolvidos em encontros de discipulado; quem conhece a realidade da Universidade sabe que isto é um verdadeiro milagre de Deus!
Nesse sentido, eu conto com a sua fidelidade para que, juntos, continuemos a obra que o Senhor nos confiou. Deus tem nos dado papéis distintos, enquanto eu estou no campo, muitos irmãos estão na retaguarda! Juntos, formamos uma equipe para dar aos universitários a oportunidade de ouvirem sobre a mensagem de Jesus e tomarem a decisão de convidá-lO para fazer parte de suas vidas.
Também gostaria de dizer-lhe mais uma vez “MUITO obrigado!” por você ter decidido andar nessa jornada comigo.
Seu amigo e irmão, Cleiton Fiuza!
P.S. Se você gostaria de receber mais informações sobre como tornar-se um mantenedor desse ministério, entre em contato comigo pelo e-mail cleiton@alfaeomega.org.br
Uma história recente do Ministério em Fortaleza!
Depois de passarem por vários grupos, orando por eles, viram o Gilberto sozinho e aproximaram-se dele com a desculpa de fazer uma pesquisa de opinião sobre o acidente do avião da TAM.
Gilberto, que não era cristão, disse que o assunto da pesquisa estava relacionado à questões sem respostas que invadiram seu coração naqueles dias, principalmente, sobre a fragilidade dessa vida e a possibilidade de realmente existir um propósito de Deus.
Matheus explicou para ele que o propósito de Deus ao nos criar foi para que pudéssemos ter um relacionamento pessoal com Ele. Gilberto contou que um amigo, evangélico, tinha lhe telefonado na noite anterior e dito que estava orando por sua vida. Como aquela conversa tinha chegado a esse assunto, ele teve a certeza de que Deus os direcionara até ali.
Matheus continuou compartilhando o Evangelho com Gilberto e, assim que esse entendeu a mensagem da cruz, orou convidando a Jesus para ser o Salvador e Senhor de sua vida. Atualmente, Gilberto está fazendo parte de um grupo de discipulado, com novos convertidos, na UNIFOR. Matheus e Lucas continuam encorajando-o no novo relacionamento com Deus.
Gilberto tem nos falado sobre o quanto está vendo sua vida mudar desde aquele dia (um mês atrás). Ele reconhece a atuação de Deus em sua vida e anuncia que é uma nova criatura. Ele está tornando-se um leitor voraz da Bílbia e, recentemente, começou a transcrever alguns versículos que considera importantes para o seu carderno a fim de meditar sobre eles ao longo do dia.
Glória a Deus, que nos permite fazer parte de histórias assim! Glória a Deus pela nova vida do Gilberto e de mais de 10 universitários que nasceram de novo por meio de Cristo, aqui em Fortaleza, nesses últimos 3 meses.
P.S. Matheus foi alcançado por Deus através do Movimento Estudantil Alfa e Ômega, ele convidou a Jesus para ser Senhor e Salvador de sua vida logo que retornei para Fortaleza. Tive o privilégio de ser seu mentor/discipulador pessoal por dois anos. Durante esse tempo, vi Matheus transformar-se em um verdadeiro líder cristão. Participamos de muitas coisas juntos e percebo, claramente, o quanto Deus trabalhou em seu coração e mudou suas perspectivas sobre essa vida ao longo desses anos.
Recentemente, Matheus foi aprovado em um concurso público, ele será um dos auditores fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado do Ceará. Mesmo assim, ele não abandonou o Ministério e, em seu tempo livre, continua indo comigo e com outros missionários às faculdades para compartilhar sua fé com outros universitários e ajudá-los a chegarem mais perto de Deus. Creio que Deus ainda usará muito a vida desse rapaz.
Lucas também recebeu a Cristo durante seus primeiros anos de faculade através do Movimento Estudantil Alfa e Ômega. Formado em Administração de Empresas, abriu mão de uma carreira sólida em uma conhecida rede de supermercados americana e, hoje, dedica sua vida em tempo integral a obra missionária, contribuindo para que outros tenham a mesma oportunidade que ele teve de ouvir, de forma clara, sobre como podemos ter um relacionamento pessoal com Deus através de Jesus Cristo.
19 de setembro de 2007
Reavaliando nossas vidas a partir de Malaquias 1.
“O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde stá a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o meu temor? Diz o Senhor dos Exércitos a vós sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: em que temos desprezado o teu nome? ...... porque quando ofereceis animal cego para o sacrifício, isso não é mal? E quando ofereceis o coxo ou enfermo, isso não é mal? Ora apresenta-o ao teu governador; porventura terá ele agrado em ti? Ou aceitará ele a tua pessoa? Diz o Senhor dos Exércitos. Agora, pois, eu suplico, peça a Deus, que ele seja misericordioso conosco; isto veio das vossas mãos; aceitará ele a vossa pessoa? Diz o Senhor dos Exércitos. Quem há também entre vós que feche as portas por nada, e não acenda debalde o fogo do meu altar? Eu não tenho prazer em vós, diz o Senhor dos Exércitos, nem aceitarei oferta da vossa mão ...
... E dizeis ainda: Eis aqui, que canseira! E o lançaste ao desprezo, diz o Senhor dos Exércitos vós ofereceis o que foi roubado, e o coxo e o enfermo; assim trazeis a oferta. Aceitaria eu de vossa mão? Diz o Senhor dos Exércitos.”
Malaquias 1.6,8-10,13
No mês passado, reli Malaquias. Então, essa semana, gostaria de compartilhar um pouco sobre o que lembrei ao reler esse texto.
O livro incia-se com uma dura sentença “PESO da palavra do Senhor contra Israel”. Ao chegarmos ao versículo 6 do primeiro capítulo, entendemos o porquê dela ter sido usada. Para compreendermos um pouco melhor o contexto, precisamos voltar centenas de anos na história e relembrar a aliança firmada entre o povo de Israel e Deus, onde eles deveriam trazer o que tinham de melhor para ser entregue como oferta. Assim, alguns animais eram recebidos pelos sacerdotes e oferecidos como sacrifício a Deus.
A única exigência que havia sido feita era a de que eles trouxessem o que tinham de melhor, animais sem manchas, sadios, perfeitos. No entanto, o povo de Israel fez uma grande loucura. Não sei como começou, nem tampouco quem foi o primeiro, o que sabemos é que, pouco a pouco, eles começaram a trazer qualquer animal como oferta. Os doentes, os coxos e até roubados estavam sendo trazidos ao Templo. Para piorar a situação, os sacerdotes estavam aceitando essa prática e oferecendo-os como sacrifício.
Fico imaginando até onde essa situação teria se estendido se o Senhor não tivesse aberto os olhos dos sacerdotes para o que eles estavam fazendo. Esse texto nos fala muito sobre a Sua graça. Quando entendemos que não foi uma oferta única e isolada, mas, que essa prática já estava generalizada no meio do povo, reconhecemos que Deus esperou pacientemente por uma mudança de conduta até Ele decidir falar. Talvez, tenha esperado por um sacerdote que fechasse as portas do Templo e não permitisse que aqueles animais fossem oferecidos... talvez tenha esperado por um profeta que sacudisse o povo em praça pública, alertando sobre a sua loucura... talvez tenha esperado por uma pessoa consciente que reconhecesse que Ele não era mercedor do que estava sendo oferecido. Sua graça alcançava o povo e permitia que o fogo do altar fosse aceso para que aqueles animais fossem sacrificados.
Embora chamando-O de pai e senhor, as atitudes de Israel, especialmente dos sacerdotes, demonstravam o quanto eles não O honravam nesses papéis. Em uma comparação justa, Deus pergunta se eles teriam coragem de oferecer os mesmos animais ao governador e, conhecendo a resposta, conclui que para Ele é “isso veio das vossas mãos”. “Peçam, pois, por misericórdia”. “Quem há entre vós que feche as portas?”, seria melhor que alguém fechasse as portas do Templo do que aqueles animais serem sacrificados, denunciando para todos os povos que Israel estava deliberadamente desprezando seu Senhor.
Podemos perceber que algumas coisas não mudaram em nossos dias. Chamamos a Deus de pai e de senhor e, embora o tempo de sacrifícios tenha passado, continuamos demonstrando o quando o honramos nesses papéis através de nossas atitudes. Infelizmente, muitos de nós ainda estão cometendo a mesma loucura do povo de Israel.
Não me refiro às “boas obras”, nem associo essas práticas a salvação. Porque “Somos salvos pela graça, mediante a fé, e isso não vem de vós, é dom de Deus, NÃO POR OBRAS, para que ninguém se glorie” Ef 2.8-9. Mas, ao que temos “trazido como oferta ao Seu altar”, demonstrando a todos, pelo que temos a oferecer, o quanto Ele é digno.
grato a Deus por sermos alvos de sua graça. Por saber que Ele nos ama, apesar de tudo, e que espera pacientemente por uma mudança em nossa conduta. Quem sabe, alguém gritará no meio da multidão e alertará o Seu povo sobre o caminho por onde eles têm andado! Sou grato também por saber que, ainda que isso não aconteça, Ele mesmo nos mostrará o quanto O temos desprezado como nosso pai e nosso senhor através de nossas atitudes diárias.
E, nesse ponto, quantas vezes nos deixamos levar pelo mesmo mal que engodou o povo de Israel e transformamos nosso relacionamento com Deus em uma sequência de rituais e práticas meramente religiosas? Quantas vezes repetimos, como eles, “que canseira”... “que enfado ler a Bíblia”, “que mesmice essa vida cristã”, “que desânimo para orar”? Quantas vezes cantamos louvores com nossos lábios, tendo nosso coração a quilômetros de distância de Deus? Quantas vezes decidimos ir a um culto no domingo por medo de perder a benção da semana ou ser castigado severamente? Pior, quantas vezes decidimos ir para que os irmãos não pensem que estamos “desviados”? Quantas vezes abrimos a Palavra de Deus sem a mínima vontade de entender o que ela está nos revelando? Quantas orações repetidas, clamores decorados, frases de impacto aprendidas já recitamos para Deus, na tentativa de mostrar as pessoas que somos eloquêntes e fervorosos? Quantas vezes já não nos desgostamos e ameaçamos abandonar a Deus após uma oração não atendida, como se fôssemos crianças mimadas que não ganharam o presente pedido no aniversário? Quantas vezes fingimos que estamos alegres com as vitórias dos que estão ao nosso redor, mas, com o coração cheio de inveja, remoemos uma despeita? Quantas vezes chamamos a Deus de Senhor e o tratamos como um servo que está a nossa total disposição? Quantas vezes o chamamos de Pai, mas o tratamos como um filho rebelde que merece a nossa frieza para aprender a nos respeitar? Quantas vezes Deus deve ter desejado que alguém “fechasse as portas do Templo” para que não entrássemos em Sua presença trazendo o pior que temos para oferecê-lO?
Concluindo, cremos que podemos nos identificar com 3 dos personagens contidos nessa história:
1 - O povo de Israel - que tráz diariamente aquilo que lhes sobra, o que seria jogado fora, o que não tem muito valor pessoal, o que é desprezado e oferece, normalmente, diante do altar de Deus. Mostrando a todos o quanto o Seu Deus não é digno de receber o seu melhor.
2 - Com os sacerdotes - que mesmo sabendo o que é certo, vêem a loucura que o povo está cometendo e decidem calar-se para que possam permanecer bem com a comunidade, buscando, dessa forma, agradar mais aos homens do que ao próprio Deus a quem servem.
3 - Com Malaquias - que, deixando-se ser usado por Deus, confronta o povo de Israel e os sacerdotes com essa mensagem dura, alertando-os sobre a tristeza que estão gerando no coração do Senhor ao ofertarem o seu pior como demonstração do seu amor por Ele.
Qual dessas descrições representa melhor a sua vida hoje? Pode ser um tempo de mudança!
28 de agosto de 2007
Lições de vida que aprendemos à medida em que andamos com Deus!
Essa semana, assisti a um filme que recomendo, “Desafiando Gigantes”. Ele tem como enredo principal os problemas profissionais e familiares enfrentados por um cristão - que é treinador de futebol americano - e a forma como Deus o capacita a superá-los.Dentre as cenas que considerei mais marcantes, destaco uma em que que o capitão do time de futebol, desanimado com uma série de derrotas seguidas, é desafiado pelo treinador a percorrer aproximadamente 50 metros do campo, tocando apenas as mãos e os pés no solo, com um outro jogador, que supunha-se ter 63 kg, nas costas. Além disso, o rapaz teria que fazer esse percurso com os olhos vendados, ficando incapacitado de saber o quanto já havia percorrido.
Acreditando ser essa uma tarefa que estava apto a realizar, iniciou o desafio com muita motivação interna, queria mostrar ao grupo que era capaz de fazer aquilo. Entretanto, o peso do amigo e o esforço que fazia para não encostar os joelhos no chão começaram a tornar-se dolorosos para ele à medida em que percorria os primeiros metros. Em sua mente, ele ainda precisava alcançar o alvo dos 50; e sua força interior o impulsinava a isso. Como não podia ver o quanto percorrera, uma batalha psicológica interna começou a ser travada; ele acreditava que poderia chegar na distância estabelecida, mas seu corpo estava dizendo o contrário.
Sinalizando cansaço, seus músculos começaram a “queimar”de dor, e sua mente entendia que era hora de parar. Em contrapartida aos fatores internos, seu treinador, que caminhava ao seu lado o tempo inteiro, insistia repetindo: “você vai conseguir”... “só mais alguns passos”... “vamos lá”... “mostre do que você é capaz”...
A cena representa um momento decisivo para ambos, algo está sendo construído no caráter daquele jogador e o treinador sabe disso. O rapaz continua sem saber o quanto já percorreu. Tudo o que ele sabe é que está doendo muito e que a lógica o impulsina a parar. O restante do time, que assistia a tudo de forma desinteressada, põe-se de pé ao perceber o que está acontecendo.
O rapaz implora “está queimando”, o treinador responde “Eu sei que está queimando, mas falta pouco”, ele grita “está doendo”, e ouve de forma encorajadora “eu sei que está doendo, mas você é capaz de suportar, a sua maior batalha agora é psicológica”. Exausto, sem forças, desanimado, o rapaz desaba no solo... não dá mais... triste, ele pergunta ao treinador: “consegui ao menos percorrer os 50 metros?”.
Nessa hora, a sua venda é retirada; o restante do time o contempla; o treinador sorri dizendo: “olhe o quanto você andou; você atravessou todo o campo; você percorreu quase 100 metros com 63 kg nas costas... então, nunca mais me diga que você não é capaz”. Ouvindo o comentário, o jogador que fora carregado completa: “treinador, eu peso 73 kg”.
Podemos parender muitas lições nessa cena de poucos minutos, mas queria deter-me em apenas 4 delas:
1 - Não temos idéia do nosso verdadeiro potencial... a verdade é que nós podemos fazer muito mais do que acreditamos poder. Embora conheçamos boa parte do nosso verdadeiro potencial, só Deus o conhece por completo e só quando caminhamos ao Seu lado podemos descobrir isso.
Se o treinador tivesse, incialmente, desafiado o jogador a percorrer os 100 metros, com certeza ele nem teria iniciado a prova; poderia ter chamado o treinador de louco e, muito provavelmente, sairia dali ofendido e magoado. No entanto, o jovem percorreu os 100 metros, indo muito mais além do que imaginava e realizando um trajeto que ele mesmo não se julgava capaz de realizar.
Deus muitas vezes age da mesma forma conosco... a Bíblia está cheia de exemplos disso: José, Moisés, Gideão, Davi, Paulo, etc... eles são exemplos de pessoas que andaram 100 metros com Deus, crendo que estavam percorrendo uma jornada de apenas 50.
Deus conhece nosso potencial, Ele sabe o que somos capazes de realizar quando confiamos totalmente nEle e obedecemos ao Seu direcionamento. E, como um treinador prudente, nos ensinará isso através dos anos e das experiências que nos permite vivenciar. Da mesma forma como Ele não avisou a Gideão que enviaria apenas 300 homens para a batalha contra os midianitas, quando o convidou a liderar o exército, Ele também não nos alerta sobre todos as dificuldades do percurso antes de largarmos.
Creio que por saber que muitos diriam “não” se pelo menos imaginassem o quão íngrime o caminho proposto realmente é, Deus simplesmente nos convida para percorrer o trajeto e se propõe a estar ao nosso lado durante todo o percurso... Ele sabe do que somos capazes de fazer quando confiamos plenamente nEle... E Ele também sabe o quanto teremos crescido ao chegarmos ao alto de cada colina e descobrirmos que, por causa dEle, atravessamos muito mais dificuldades do que acreditávamos ser possível.
2 - O Jogador tinha os olhos vendados, impedindo-o de ver o quanto já havia percorrido... quando sabemos com clareza onde se encontra o marco final, planejamos a melhor estratégia, reunimos as nossas forças, geramos um impulso interno, saltamos as barreiras iniciais, atravessamos as dificuldades emocionais e fixando nossos olhos no ponto de chegada, iniciamos a prova.
Pode até ser complicado, mas chegaremos lá e, quando isso acontecer, sentiremos o alívio do dever cumprido... mesmo que tenhamos forças de sobra para ir além do marco estabelecido, estaremos tão felizes por termos feito o que consideramos ser o nosso melhor, que pararemos ao atingirmos o ponto que nossos olhos fixaram.
Não precisamos de muito apoio externo para esse tipo de corrida, porque sabemos o quanto andamos e o quanto falta a cada passo dado... nossa motivação interna é quem nos impulsina a continuarmos.
No entanto, imaginem-se realizando o mesmo trajeto vendados. O que muda quando não conseguimos fixar nossos olhos no ponto de chegada? Simplesmente, não temos a mínima idéia de onde ele se encontra. Como da primeira vez, vamos planejar a estratégia, calcular os ríscos, reunir nossas forças, gerar um impulso interno e dar a largada... mas, como estamos impossibilitados de saber o quanto do trajeto já percorremos e o quanto ainda nos resta, necessitamos de apoio externo, principalmente quando todas as nossas motivações internas se esgotarem.
É nessa hora que as palavras de ânimo do nosso Treinador farão diferença para que alcancemos os objetivos traçados. Mesmo que nos sintamos vendados pelas circunstâncias, continuamos confiando na direção que Ele nos dá por sabermos que Ele nos conhece e que os Seus olhos estão fixos no alvo que foi estabelecido para nós.
Para nós, continuar andando quando tudo nos parece escuridão, significa confiar plenamente em nosso Treinador, Deus. Significa depender de Sua direção e da força motivacional externa gerada por Ele. É concordar que podemos retirar os olhos do objetivo final quando mantemos os ouvidos e o coração bem abertos a liderança dAquele que nos conhece e nos faz andar em segurança. É sentir a necessidade de seguí-lO de perto. É confiar ao ponto de continuar dando passos quando Ele disser que ainda temos forças e que só faltam alguns metros. É não superestimarmos nossos sentimentos, mas entregarmos todos eles Àquele que os conhece melhor do que nós mesmos. É crer que nunca estaremos correndo sozinhos.
3 - O treinador sabia que estava doendo, mas também entendia as mudanças que o sofrimento estava gerando no coração do jogador... Algumas vezes, já me senti como aquele rapaz. Exausto, desanimado, sem forças, dolorido, clamando para que o percurso acabasse logo ou gritando para que o meu treinador permitisse que eu parasse alí mesmo.
Somente com a ajuda do meu Treinador pude completar cada uma das corridas que me foram propostas até hoje; confesso que essas foram as situações em que mais cresci como cristão e como pessoa. Quanto mais complicado o trajeto que tinha pela frente, mais sabia o quanto Deus modelaria meu caráter. Quanto mais implorava pelo alto da colina em uma subida íngrime, mais me conscientizava que chegaria ao topo de forma diferente e que aquele percurso era apenas uma preparação para um outro maior que estava por vir.
Deus sempre sabe quando e o quanto está doendo, Ele entende que as vezes chega a queimar de dor. Da mesma forma como Ele ouviu e reconheceu cada um dos motivos de lamentação de Jó, Ele ouve e reconhece nossas confissões de cansaço e desânimo. Por nos conhecer tão bem, Ele percebe a hora exata em que nossas motivações internas param, quando só a nossa confiança em Seu apoio e em Sua direção nos capacitam a darmos o próximo passo.
Pensamos que algumas subidas nunca chegarão ao fim. Muitas vezes, depois de corrermos em uma curva, tudo o que conseguimos ver é uma outra curva bem mais distante. Isso, por si só, já é suficiente para perdemos o ânimo e reavaliarmos se ainda vale a pena transpormos as dores e o cansaço emocional e continuarmos inabaláveis na direção que estamos seguindo.
Nossa esperança nos momentos de desilusão na jornada é a certeza de que Deus sabe que nós precisamos correr cada um dos kilometros que Ele nos convida a trilhar, subir cada colina que aparecer a nossa frente, atravessar cada pântano e cruzar cada deserto para que muitas coisas dentro de nós sejam transformadas por Ele. Com isso em mente, continuamos a dar os passos que nos capacitam a transpormos as dificuldades dessa vida, hora largos, hora cambaliantes, mas, sempre ouvindo Sua doce voz a nos guiar, dizendo “sei que está doendo, sei o quanto está queimando, mas tenha bom ânimo, falta só um pouco para chegar ao final desse percurso”.
4 - Quando estamos exaustos, aí sim precisamos confiar na direção do Treinador... por último, quero encorajar a todos que estão cansados, nesse exato momento, em alguma parte do percurso de sua vida, a continuar crendo que nosso Treinador sabe para onde está nos levando.
Quando, em alguma situação da nossa vida, nossas forças físicas e psicológicas se esvairem, a decisão mais sábia que podemos tomar é a de continuar ouvindo as palavras encorajadoras dAquele que conhece o nosso verdadeiro potencial e que nos convidou a darmos o primeiro passo, o nosso Deus.
Ainda que venhamos a nos encontrar na mais completa escuridão, sem nenhum ânimo interno para continuar seguindo em frente, sem nenhuma perspectiva sobre o quanto já trilhamos ou o quanto ainda falta para encontrarmos, finalmente, o lugar de descanso... ainda que uma voz grite insistentemente dentro de nós, em alto e bom som, que é hora de desistirmos... ainda que a nossa mente não encontre nenhuma razão lógica para prosseguir ... ainda que nossos companheiros de equipe e até mesmo os amigos mais chegados duvidem de nossa capacidade de subirmos até o ponto mais alto da colina, onde contemplaremos o crescimento gerado pelo desafio.. ainda que nossos líderes digam que não somos as pessoas certas para realizar algo tão grande... ainda que desencorajados, perseguidos, humilhados, desmotivados, caluniados e não compreendidos... ainda que abandonados por todos no meio do percurso... nosso Treinador não desiste de nós, Ele continua andando ao nosso lado e dizendo “vamos, só mais um pouco, eu sei que você pode”.
Deus está conosco em cada passo que damos, desde o momento em que decidimos obedecê-lO sem reservas. “E certamente estou convosco todos os dias, até a consumação do século” Mt 28.20... “NUNCA te deixarei, NEM te desampararei...” Hb 13.5... nunca desista de continuar tentando, nunca pare de ouvir a voz do nosso Treinador, nunca confie apenas no que você conhece sobre sua capacidade, tudo vale a pena quando Deus está nos dizendo “só mais um pouco”.
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